Hospital Metropolitano

O que elas têm que eu não tenho? Os segredos das empresas que se destacam nos rankings de melhores organizações para se trabalharVoltar

29-10-2018

Ter colaboradores motivados, engajados, produtivos e que vestem a camisa da empresa em que trabalham é o desejo de todo gestor e de toda organização.
Mas nem sempre a tarefa é fácil. Tempo, dedicação e planejamento são ingredientes fundamentais para que sua equipe se torne, de verdade, um time, para além dos jargões corporativos.
Um bom começo pode ser ouvir e aprender com quem já tem conquistas nessa área. Cada empresa tem suas especificidades, mas um olhar atento e um ouvido apurado e aberto a boas ideias podem ser formas de começar.
Aliás, ouvir é regra de ouro quando se pensa em gestão de pessoas. Diretor-presidente do Hospital Metropolitano, Remegildo Gava Milanez, pode falar com propriedade do assunto, já que a instituição que representa está, pela segunda vez consecutiva, entre os melhores hospitais do Brasil para se trabalhar, de acordo com a pesquisa realizada pela Korn Ferry para a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). “Ficamos entre as seis mais bem pontuadas, obtendo o terceiro maior índice de satisfação”, conta.
O segredo? “Ouvir o colaborador é muito importante. Criar espaços para que ele se manifeste e dar efetiva atenção ao que é dito é o início de um trabalho de gestão bem-sucedido na nossa opinião”, considera.

Premiação muito além do tradicional
Esse “ouvido atento” já rendeu ideias inusitadas e bem recebidas pelo público interno.
Perguntar ao colaborador o que, de fato, importa para ele e, a partir dessas respostas, transformar alguns sonhos em realidade foi uma das ações realizadas pelo Hospital Metropolitano junto à sua equipe de Enfermagem.
A assessora de Comunicação do hospital, Valéria Fracaroli, conta, por exemplo, que a instituição realizou este ano a campanha interna “O que importa para você?”, iniciada na Escócia e que vem sendo repercutida no Brasil.
“A ideia é levar os profissionais que atendem nossos pacientes no dia a dia a desenvolver uma postura mais atenta, mais humana, baseada no ouvir, estreitando vínculos. Para fazer isso, julgamos importante, primeiro, ouvir também esses colaboradores com base na mesma pergunta, demonstrando o quanto ser ouvido faz a diferença. Ao receber as respostas, escolhemos algumas para concretizar. Está sendo muito rica a experiência”, afirma.

Segundo ela, alguns desejos de colaboradores já foram atendidos e estão prestes a serem realizados. Um deles é o da técnica em enfermagem Sonia Coelho Silva, cuja demanda era folga e passagens para visitar a mãe, que mora na Bahia, no Natal deste ano. “O Hospital pediu para que escrevêssemos em um papel coisas que importavam pra nós e que gostaríamos de receber. Eu escrevi sobre o desejo de visitar minha mãe, que não vejo há quatro anos, no Natal deste ano. Para isso, precisaria da folga e das passagens para mim e minha filha. E consegui! Já avisei minha mãe e no final do ano nossa família estará reunia novamente”, conta ela.

Quem também já teve seu pedido atendido e aguarda ansiosamente para realizá-lo é a técnica em enfermagem Danuza Brandão Rodrigues. “Meu sonho sempre foi fazer a cirurgia de redução de mama. Sempre sofri muito com isso, não somente pela estética, mas pela dificuldade de encontrar uma roupa que vestisse bem e por questões de saúde. Escrevi esse desejo no papel sem pretensão. Não imaginava que esse meu sonho sempre tão adiado por causa de outras prioridades seria realizado. Agora estou na preparação pré-cirúrgica. Já fiz alguns exames e estou no processo de perda de peso para passar pelo procedimento sem risco”, afirma.

Além destes, outros pedidos também estão prestes a se concretizarem. Um deles é o tratamento para o familiar de um colaborador numa clínica de reabilitação.
“Os escolhidos ficaram muito felizes e, assim, mostramos o quanto é bom se sentir querido, único e especial. O que esperamos é seguir criando uma corrente de humanização, preocupação com o outro e bem-estar para nosso colaborador e, consequentemente, para nosso paciente”, explica Remegildo.

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