Hospital Metropolitano

Internações e viagens longas aumentam o risco de tromboseVoltar

07-06-2018

Saiba como prevenir o problema que pode gerar embolia pulmonar e morte súbita.

Viagens prolongadas, internações hospitalares, cigarro e uso de anticoncepcionais podem aumentar o risco de se desenvolver um problema que pode levar à morte: a trombose.
Estima-se que, por ano, uma em cada mil pessoas vai apresentar trombose. “A imobilidade é a causa principal da trombose, seja em internações hospitalares ou durante as viagens prolongadas. A reposição hormonal na menopausa e o cigarro também facilitam o desenvolvimento do problema”, explica a hematologista do Hospital Metropolitano Alessandra Prezoti. “O passar dos anos também eleva à predisposição trombótica, bem como varizes, o uso de pílulas anticoncepcionais e fatores genéticos hereditários”, completa.
Síndrome da Classe Ecônomica
No caso das viagens, as ocorrências de trombose e embolia pulmonar depois de uma viagem de avião levaram à criação da chamada Síndrome da Classe Econômica ou Síndrome do Viajante.
Tanto que a Organização Mundial de Saúde obriga as companhias de aviação a desenvolverem sistemas que previnam a incidência dessa patologia, porque a imobilidade do passageiro predispõe à trombose. “Vários fatores podem influenciar na formação de trombos em viagens de avião. Além da altitude e da baixa umidade relativa do ar, nos voos extremamente longos, não é raro o passageiro beber ou fazer uso de medicamentos para dormir, se mantendo durante muito tempo em posição desconfortável e comprimindo as pernas”, explica.

Internação
Em caso de internação, para prevenção, é sempre fundamental a avaliação médica dos riscos hemorrágicos e trombóticos do paciente.
“Existem indicadores de boas práticas na prevenção da doença. No Hospital Metropolitano, recebemos no último dia 28 a Certificação de Validação de Boas Práticas de Segurança para Prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV), pelo Instituto Brasileiro para a segurança do Paciente (IBSP). Significa que seguimos todo o protocolo para minimizar os riscos do problema em nossos pacientes”, esclarece.
Uma equipe interdisciplinar é responsável por avaliar individualmente cada paciente na admissão e durante sua internação hospitalar, sobre os riscos de desenvolver trombose e ações preventivas medicamentosa e mecânica são adotadas. É preciso que cada caso seja cuidadosamente avaliado.

Previna a trombose
Em caso de internação:
- Na prevenção, é sempre fundamental a avaliação médica dos riscos hemorrágicos e trombóticos do paciente. Não se pode simplesmente prescrever um medicamento para afinar o sangue e gerar uma hemorragia.
- Verifique se a unidade hospitalar possui o protocolo para Prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV
- Dependendo do caso, recomenda-se o uso de meias elásticas e de massageadores pneumáticos, que estimulam as bombas venosas dos pés ou da panturrilha durante o período em que o paciente estiver acamado.
- Em caso de cirurgia, há tratamentos feitos antes e até um período depois da realização do procedimento.

No dia a dia:
- Se alguém de sua família, já teve trombose e você for passar por um procedimento cirúrgico ou fazer uma viagem muito longa – de avião, mas também de carro, trem ou ônibus – esteja atento, informe ao médico e siga suas orientações.
- No caso de viagens longas, independente do meio de transporte, use meias elásticas e, sob orientação médica, avalie o uso de medicação adequada .
- Andar no avião durante o voo é recomendável. Mas, mesmo sentadas, as pessoas podem massagear a panturrilha, pressionando-as de baixo para cima.
- Nas viagens áreas, evite bebidas alcoólicas. Estatísticas indicam que 60% dos pacientes que tiveram a Síndrome da Classe Econômica (embolia pós-trombose) haviam bebido.
- As meias elásticas protegem, mas devem ser colocadas corretamente não no aeroporto pouco antes do embarque, mas em casa, com as pernas erguidas. O tamanho das meias deve estar de acordo com o comprimento e o diâmetro dos membros inferiores de quem as usa. Muita gente compra meias apertadas demais ou pequenas. Isso compromete a proteção.

Em qualquer situação:
- Fique atento a sintomas como dor, inchaço e calor na perna. Pessoas com muita massa muscular nem sempre tem inchaço, mas a dor sempre aparece.
- Obesidade e sedentarismo também são fatores que podem contribuir para a ocorrência de trombose.
- Peça ajuda e procure um médico. O diagnóstico precoce da trombose evita a embolia e a morte.

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